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Campanha de conscientização sobre o autismo — SERTEP Notícias

‘Junho Vermelho’: campanha de incentivo à doação de sangue agora é lei

Doação de sangue agora é lei
Número de doadores de sangue no Brasil está abaixo do preconizado pela OMS. Imagem: Divulgação/Governo de São Paulo
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

As campanhas de incentivo à doação de sangue ganharam reforço com a oficialização da campanha nacional Junho Vermelho. Sancionada pela Presidência da República, a Lei 15.491/26 estimula, no mês de junho, ações direcionadas à conscientização da população sobre a importância de doar sangue.

Pela norma, o poder público deverá criar e divulgar material didático, impresso ou digital, sobre a doação de sangue, bem como promover ações educativas e eventos públicos de conscientização. Durante a campanha de mobilização, os prédios públicos ficarão iluminados com a cor vermelha.

A lei tem origem no Projeto de Lei 205/22, do ex-deputado Francisco Jr. (GO). Na apresentação do projeto, ele lembrou que o número de doadores é considerado baixo – em 2022, 16 a cada mil habitantes no Brasil eram doadores regulares, o que corresponde a 1,6% da população brasileira.

A proposta foi aprovada na Câmara em março de 2024, e no Senado no mês passado. O relator foi o senador Wilder Morais (PL-GO).

Doação de sangue é um gesto voluntário

Em seu relatório, Wilder ressaltou que o ato de doar sangue depende exclusivamente do altruísmo e do gesto voluntário da população, sendo imprescindível para o atendimento de emergências traumáticas, a realização de cirurgias complexas e o tratamento contínuo de pessoas com doenças hematológicas, oncológicas e outras condições crônicas.

Wilder explicou que, apesar de contar com milhões de doações anuais, com mais de 3,2 milhões de bolsas de sangue coletadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2023, o cenário brasileiro ainda se encontra aquém do ideal preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS recomenda que entre 2% e 2,5% da população seja doadora regular.

Segundo ele, apesar de 90% da população ser apta a doar, a maior parte o faz raramente ou nunca doou, por barreiras como desinformação sobre os critérios e o processo de doação; mitos e medos infundados; ou a simples falta de um chamado claro e motivador para a ação.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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