Petrobras e ICMBio anunciam R$ 15 milhões para substituir as escadas rolantes e instalar elevadores inclinados; visitação continua, com capacidade reduzida, até maio de 2027.
O Cristo Redentor passará por obras de acessibilidade a partir de agosto. A Petrobras vai investir R$ 15 milhões na substituição das quatro escadas rolantes de acesso e na instalação de dois elevadores inclinados, em projeto executado com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o monumento dentro do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito na quarta-feira (1º).
Resumo: as obras de acessibilidade no Cristo Redentor começam em agosto de 2026 e devem terminar em maio de 2027. Financiado pela Petrobras, o projeto substitui as quatro escadas rolantes e instala dois elevadores inclinados para pessoas com deficiência, idosos e visitantes com mobilidade reduzida. A visitação será mantida durante todo o período, com capacidade reduzida.
Como serão as obras de acessibilidade
O pacote de obras prevê a troca das quatro escadas rolantes que hoje levam os visitantes ao topo e a instalação de dois elevadores inclinados — elevadores instalados sobre trilhos, projetados para vencer aclives onde um elevador convencional não pode ser construído, funcionando como alternativa acessível às escadas. Segundo o anúncio divulgado pela Agência Brasil, os novos equipamentos vão ampliar o acesso de pessoas com deficiência, idosos e visitantes com mobilidade reduzida.
Durante a intervenção, o ICMBio informou que será necessário reduzir o número de visitantes ao monumento. O percentual da redução não foi divulgado oficialmente. Na prática, quem pretende visitar o Cristo Redentor entre agosto de 2026 e maio de 2027 deve comprar ingressos com antecedência e, se possível, evitar fins de semana e feriados, quando a procura é maior.
Quem financia e quem fiscaliza
Os R$ 15 milhões saem da Petrobras, e o ICMBio acompanhará a execução e a fiscalização das obras. O investimento tem escala compatível com o local: o Cristo Redentor é um dos pontos turísticos mais visitados do Brasil e recebe milhões de visitantes por ano. No mesmo evento, foi assinado um termo de gestão compartilhada do Parque Nacional da Tijuca entre a prefeitura do Rio, o Ministério do Meio Ambiente e o ICMBio, com vigência de cinco anos e participação de pelo menos 19 órgãos municipais — o acordo inclui ações de limpeza, poda de árvores, drenagem, manutenção da iluminação, reflorestamento e monitoramento da cobertura vegetal por satélite.
Em declaração divulgada pela Agência Brasil, o prefeito em exercício do Rio, Eduardo Cavaliere, afirmou que o termo “permite que a prefeitura, o Ministério do Meio Ambiente, o ICMBio e a administração do Parque Nacional da Tijuca atuem de forma integrada”.
Acessibilidade é direito garantido por lei
A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) assegura às pessoas com deficiência o direito ao turismo e ao lazer em igualdade de condições, o que inclui a adaptação de pontos turísticos, hotéis e equipamentos culturais. Obras como a do Cristo Redentor colocam essa obrigação em prática em um dos cartões-postais mais conhecidos do mundo — e servem de referência para atrativos turísticos de outras regiões.
A pauta dos direitos das pessoas com deficiência também avança em outras frentes. No Supremo Tribunal Federal, a defesa feita por um advogado autista marcou o debate sobre esses direitos. E, no Vale do Aço, Timóteo aprovou projeto que reforça os direitos de idosos, PcDs e pessoas com TEA.
Perguntas frequentes
Quando começam e terminam as obras no Cristo Redentor?
As obras começam em agosto de 2026 e têm conclusão prevista para maio de 2027, segundo o ICMBio e a Petrobras.
O Cristo Redentor vai fechar durante as obras?
Não. A visitação será mantida durante todo o período, mas com capacidade reduzida. A recomendação é comprar ingressos com antecedência e planejar a visita.
Quanto custam as obras e quem paga?
O investimento é de R$ 15 milhões, financiado pela Petrobras. O ICMBio, órgão federal que administra o monumento, acompanha a execução e a fiscalização das obras.
O que é um elevador inclinado?
É um equipamento que se desloca sobre trilhos acompanhando a inclinação do terreno, como um plano inclinado. Ele permite que pessoas em cadeira de rodas, idosos e visitantes com mobilidade reduzida vençam subidas íngremes sem usar escadas.




