Os preços de medicamentos variaram até 2.433,59% em farmácias da capital paulista, segundo levantamento do Procon-SP realizado nos dias 19 e 20 de maio. A pesquisa comparou mais de 70 remédios, entre genéricos e medicamentos de referência, em 10 estabelecimentos das cinco regiões de São Paulo.
A maior diferença apareceu no genérico Tadalafila, usado no tratamento de disfunção erétil. O mesmo produto foi encontrado por R$ 3,87 em uma drogaria da zona Sul e por R$ 98,05 em um estabelecimento da zona Norte, uma diferença de aproximadamente 25 vezes.
Entre os medicamentos de referência, a maior variação foi de 286,11%. O Synthroid, indicado para tratamento de alterações da tireoide, teve preços entre R$ 10,73 e R$ 41,43, conforme o levantamento.
Preços de medicamentos genéricos tiveram maior diferença
Os preços de medicamentos genéricos apresentaram as maiores variações no levantamento do Procon-SP. Nas farmácias físicas pesquisadas, os genéricos custaram, em média, 63,05% menos que os medicamentos de referência.
No comércio eletrônico, a diferença foi ainda maior: os genéricos ficaram 66,18% mais baratos, em média, na comparação com os medicamentos de referência. Além disso, os remédios genéricos vendidos pela internet tiveram preços médios 20,58% menores que os encontrados nas lojas físicas.
Para os medicamentos de referência, a diferença entre os canais de venda foi menor, mas ainda registrada pelo Procon-SP. Na comparação com as farmácias físicas, os produtos vendidos online ficaram 8,13% mais baratos, em média.
Preços de medicamentos subiram acima da inflação
Os preços de medicamentos também foram analisados pelo Procon-SP em comparação com anos anteriores. O órgão avaliou 33 medicamentos de referência e 33 genéricos entre 2025 e 2026.
Nas farmácias físicas, os medicamentos de referência tiveram alta média de 8,43%. Já os genéricos subiram 12,74%. Os dois índices ficaram acima do IPCA, que foi de 4,99% no período usado como referência no estudo.
Mesmo com a variação elevada, todas as farmácias pesquisadas respeitaram o Preço Máximo ao Consumidor, o PMC, definido pela Anvisa. Segundo o Procon-SP, as diferenças decorrem de estratégias comerciais próprias, como descontos, promoções e políticas de preço adotadas por cada estabelecimento.
Como comparar preços de medicamentos com segurança
Os preços de medicamentos devem ser comparados antes da compra, principalmente em tratamentos de uso contínuo. O Procon-SP orienta o consumidor a verificar se o remédio está disponível em programas públicos de distribuição gratuita ou subsidiada.
O consumidor também deve conferir descontos oferecidos por planos de saúde, programas de fidelidade e laboratórios. Quando houver prescrição médica, a substituição por medicamento genérico deve ser avaliada com orientação profissional.
Antes de concluir a compra, o Procon-SP recomenda checar se o medicamento tem registro no Ministério da Saúde, prazo de validade, número de lote e embalagem compatível com o produto. A orientação vale para compras em farmácias físicas e pela internet.
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