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Preços de medicamentos variam até 25 vezes em São Paulo

Preços de medicamentos variaram até 25 vezes em São Paulo, segundo o Procon-SP; genéricos tiveram maiores diferenças na pesquisa.
Prateleiras de farmácia usadas em pesquisa sobre preços de medicamentos em São Paulo
Estabelecimento farmacêutico em São Paulo, onde variações de preços foram identificadas na pesquisa do Procon-SP — Imagem: IA
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

Os preços de medicamentos variaram até 2.433,59% em farmácias da capital paulista, segundo levantamento do Procon-SP realizado nos dias 19 e 20 de maio. A pesquisa comparou mais de 70 remédios, entre genéricos e medicamentos de referência, em 10 estabelecimentos das cinco regiões de São Paulo.

A maior diferença apareceu no genérico Tadalafila, usado no tratamento de disfunção erétil. O mesmo produto foi encontrado por R$ 3,87 em uma drogaria da zona Sul e por R$ 98,05 em um estabelecimento da zona Norte, uma diferença de aproximadamente 25 vezes.

Entre os medicamentos de referência, a maior variação foi de 286,11%. O Synthroid, indicado para tratamento de alterações da tireoide, teve preços entre R$ 10,73 e R$ 41,43, conforme o levantamento.

Preços de medicamentos genéricos tiveram maior diferença

Os preços de medicamentos genéricos apresentaram as maiores variações no levantamento do Procon-SP. Nas farmácias físicas pesquisadas, os genéricos custaram, em média, 63,05% menos que os medicamentos de referência.

No comércio eletrônico, a diferença foi ainda maior: os genéricos ficaram 66,18% mais baratos, em média, na comparação com os medicamentos de referência. Além disso, os remédios genéricos vendidos pela internet tiveram preços médios 20,58% menores que os encontrados nas lojas físicas.

Para os medicamentos de referência, a diferença entre os canais de venda foi menor, mas ainda registrada pelo Procon-SP. Na comparação com as farmácias físicas, os produtos vendidos online ficaram 8,13% mais baratos, em média.

Preços de medicamentos subiram acima da inflação

Os preços de medicamentos também foram analisados pelo Procon-SP em comparação com anos anteriores. O órgão avaliou 33 medicamentos de referência e 33 genéricos entre 2025 e 2026.

Nas farmácias físicas, os medicamentos de referência tiveram alta média de 8,43%. Já os genéricos subiram 12,74%. Os dois índices ficaram acima do IPCA, que foi de 4,99% no período usado como referência no estudo.

Mesmo com a variação elevada, todas as farmácias pesquisadas respeitaram o Preço Máximo ao Consumidor, o PMC, definido pela Anvisa. Segundo o Procon-SP, as diferenças decorrem de estratégias comerciais próprias, como descontos, promoções e políticas de preço adotadas por cada estabelecimento.

Como comparar preços de medicamentos com segurança

Os preços de medicamentos devem ser comparados antes da compra, principalmente em tratamentos de uso contínuo. O Procon-SP orienta o consumidor a verificar se o remédio está disponível em programas públicos de distribuição gratuita ou subsidiada.

O consumidor também deve conferir descontos oferecidos por planos de saúde, programas de fidelidade e laboratórios. Quando houver prescrição médica, a substituição por medicamento genérico deve ser avaliada com orientação profissional.

Antes de concluir a compra, o Procon-SP recomenda checar se o medicamento tem registro no Ministério da Saúde, prazo de validade, número de lote e embalagem compatível com o produto. A orientação vale para compras em farmácias físicas e pela internet.

Sobre o autor
Gabriele Santos de Paula é revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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