O futebol unificado do Brasil conquistou a medalha de ouro na Copa Mundial realizada em Paris, com final disputada em 11 de julho. A seleção brasileira venceu o Equador por 1 a 0 e encerrou a participação no torneio promovido pelas Olimpíadas Especiais.
A delegação brasileira contou com 16 atletas e equipe técnica. Segundo Douglas Pereira, presidente das Olimpíadas Especiais Brasil, a participação já era motivo de satisfação para a entidade, e o ouro ampliou o reconhecimento ao trabalho desenvolvido no país.
Na metodologia do futebol unificado, atletas com deficiência intelectual jogam ao lado de atletas parceiros. Na competição em Paris, as equipes atuaram com seis atletas com deficiência intelectual e cinco parceiros, formato que organiza a disputa esportiva e favorece convivência, cooperação e inclusão em campo.
Campanha do futebol unificado teve empate, goleada e decisão por 1 a 0
A campanha do futebol unificado brasileiro começou no grupo A, ao lado de França, Jamaica e Senegal. Na estreia, a seleção empatou por 2 a 2 com a Jamaica, atual campeã do torneio.
Na sequência, o Brasil venceu a França por 4 a 0. A equipe terminou a fase de grupos com cinco pontos e avançou ao mata-mata da Copa Mundial.
Na semifinal, contra os Emirados Árabes Unidos, a seleção brasileira reagiu no segundo tempo e garantiu a classificação para a decisão. O desempenho teve destaque para Izaque dos Santos, artilheiro da equipe.
A final contra o Equador foi definida por Márcio Crispim. O gol garantiu a vitória por 1 a 0 e a medalha de ouro para o Brasil no futebol unificado.
Futebol unificado amplia visibilidade de atletas com deficiência intelectual
O futebol unificado deu visibilidade a atletas que, segundo as Olimpíadas Especiais Brasil, encontram no esporte uma via de desenvolvimento, socialização e autonomia. Para parte da delegação, a viagem a Paris foi a primeira experiência internacional.
As Olimpíadas Especiais integram um movimento global fundado em 1968 e voltado a pessoas com deficiência intelectual. No Brasil, quase 6 milhões de pessoas apresentam alguma forma de deficiência intelectual.
Além disso, a entidade mantém ações com voluntários e embaixadores para ampliar a participação de atletas em atividades esportivas. No Brasil, nomes como Cafu, Romário e Zico estão entre os apoiadores citados pela organização.
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