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Sarampo: veja os principais sintomas, riscos e quando tomar a vacina

Sarampo: sintomas, riscos e quando tomar a vacina
Sarampo: sintomas, riscos e quando tomar a vacina. Imagem: Agência Brasil/OMS
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

O aumento de casos de sarampo em São Paulo voltou a chamar atenção para uma doença altamente contagiosa e que pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas. Em 2026, o estado já contabiliza 23 casos da doença, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

O cenário também levou o Ministério da Saúde a ampliar estratégias de vacinação em municípios paulistas. A chamada dose zero pode ser indicada para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em situações de risco epidemiológico, sem substituir as doses previstas no calendário de rotina.

Além da vacinação, conhecer os sintomas do sarampo é importante para procurar atendimento e evitar a transmissão do vírus.

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa causada por vírus e considerada altamente contagiosa. A transmissão ocorre pelo ar, quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira.

Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. A transmissão pode ocorrer desde seis dias antes até quatro dias depois do aparecimento das manchas vermelhas na pele.

Embora a vacinação tenha reduzido significativamente a ocorrência da doença, o sarampo continua sendo um problema de saúde pública quando há baixa cobertura vacinal ou circulação do vírus.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os principais sintomas do sarampo são febre alta, geralmente acima de 38,5 °C, e manchas vermelhas na pele. Também podem aparecer:

  • tosse seca;
  • conjuntivite, com irritação e vermelhidão nos olhos;
  • mal-estar intenso.

As manchas costumam surgir primeiro no rosto e atrás das orelhas, geralmente entre três e cinco dias após o início dos sintomas, e depois se espalham para outras partes do corpo. A persistência da febre depois do aparecimento das manchas é um sinal de alerta, principalmente em crianças menores de 5 anos.

Como os sintomas podem se parecer com os de outras infecções virais, a presença desses sinais não significa, por si só, que a pessoa esteja com sarampo. Em caso de suspeita, é importante procurar um serviço de saúde e informar possíveis contatos com pessoas infectadas ou viagens para locais onde há circulação do vírus.

Sarampo pode causar complicações?

Sim. Apesar de ser uma doença prevenível por vacina, o sarampo pode evoluir para quadros graves.

Entre as principais complicações estão:

  • pneumonia: pode ocorrer em aproximadamente 1 a cada 20 crianças com sarampo e é uma das principais causas de morte pela doença entre crianças pequenas;
  • otite média aguda: ocorre em cerca de 1 a cada 10 crianças e pode provocar perda auditiva permanente;
  • encefalite aguda: entre 1 e 4 crianças a cada mil podem desenvolver a inflamação do cérebro; cerca de 10% desses casos podem evoluir para morte;
  • morte: entre 1 e 3 crianças a cada mil infectadas podem morrer em decorrência de complicações.

Crianças pequenas estão entre os grupos que exigem maior atenção diante da doença, especialmente quando ainda não completaram o esquema de vacinação.

Como é feito o diagnóstico?

O sarampo pode ser identificado inicialmente a partir dos sinais e sintomas, mas a confirmação ideal é feita por exames laboratoriais.

O Ministério da Saúde recomenda a investigação por meio de amostras de sangue e também de secreções da nasofaringe e orofaringe e de urina. Os exames podem detectar anticorpos específicos ou o material genético do vírus.

Por isso, diante de uma suspeita, a orientação é procurar atendimento médico em vez de tentar confirmar a doença por conta própria.

Existe tratamento para o sarampo?

Não existe um tratamento específico capaz de eliminar o vírus do sarampo. O atendimento é voltado principalmente para controlar os sintomas e evitar ou tratar complicações.

Nos casos sem complicações, é importante manter a hidratação e o suporte nutricional e controlar a febre conforme orientação profissional. Antibióticos não são indicados contra o vírus e só devem ser utilizados quando houver orientação médica para tratar uma eventual infecção bacteriana secundária.

O Ministério da Saúde também recomenda a avaliação profissional para o uso de vitamina A em crianças com suspeita de sarampo, seguindo doses específicas de acordo com a idade.

Quando tomar a vacina contra o sarampo?

A vacinação é a principal forma de prevenção da doença e está disponível gratuitamente pelo SUS.

No calendário de rotina, a primeira dose da vacina tríplice viral é indicada aos 12 meses de idade. A segunda dose é aplicada aos 15 meses, podendo ser utilizada a vacina tetraviral, que também protege contra a varicela.

Para pessoas de 5 a 29 anos que não foram vacinadas ou não possuem o esquema completo, a recomendação é iniciar ou completar duas doses da vacina, respeitando intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Para pessoas de 30 a 59 anos sem comprovação de vacinação anterior, é indicada uma dose. Trabalhadores da saúde devem ter duas doses comprovadas, independentemente da idade.

E a dose zero?

Em situações de surto ou risco epidemiológico, o Ministério da Saúde pode recomendar uma dose antecipada para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.

Essa aplicação é chamada de dose zero e tem o objetivo de oferecer proteção adicional em um período de maior risco. Ela, porém, não substitui as duas doses do calendário de rotina. Mesmo após receber a dose zero, a criança deve tomar a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Em 2026, a estratégia foi adotada em municípios de São Paulo diante do risco de transmissão do vírus. O Ministério da Saúde também publicou orientações específicas para ações de bloqueio e para localidades com circulação ou risco de reintrodução do sarampo.

Quem não deve tomar a vacina?

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação e para crianças menores de 6 meses. Gestantes que não foram vacinadas ou que estão com o esquema incompleto devem receber a imunização no período pós-parto, conforme orientação do serviço de saúde. Pessoas com imunossupressão também precisam de avaliação profissional antes da vacinação.

Em caso de dúvida sobre doses já recebidas, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para verificar a situação da caderneta e atualizar a vacinação quando necessário.

Diante de febre alta, manchas vermelhas e sintomas como tosse ou conjuntivite, especialmente após contato com um caso suspeito ou viagem para uma região com circulação do vírus, é importante buscar atendimento. O sarampo é altamente transmissível, mas pode ser prevenido com a vacinação adequada.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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