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Planos de saúde podem ter que cobrir mais medicamentos para doenças raras

Medicamentos para doenças raras podem ter cobertura ampliada
Medicamentos para doenças raras podem ter cobertura ampliada. Imagem: Pexels
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Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que pode ampliar a cobertura obrigatória dos planos de saúde para medicamentos para doenças raras e imunomediadas de uso domiciliar.

O Projeto de Lei 4973/25 prevê a inclusão de tratamentos capazes de controlar a evolução dessas doenças e evitar complicações. A proposta ainda não virou lei e seguirá para análise de outras comissões da Câmara.

Entre as doenças citadas no projeto estão artrite reumatoide, esclerose múltipla, doença de Crohn, artrite psoriásica e dermatite atópica.

O que muda com o projeto de cobertura de medicamentos para doenças raras?

Atualmente, a legislação dos planos de saúde estabelece regras específicas para a cobertura de medicamentos para doenças raras orais usados no tratamento do câncer. Segundo a relatora da proposta, deputada Rosangela Moro (PL-SP), não existe uma regra equivalente para outros tipos de doenças graves e progressivas.

A proposta busca ampliar essa cobertura para medicamentos de uso domiciliar que possam ajudar a controlar essas doenças.

A autora do projeto, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), argumenta que alguns desses medicamentos podem oferecer uma alternativa aos tratamentos realizados por infusão, que dependem de estrutura hospitalar ou ambulatorial.

Quais doenças podem ser beneficiadas?

O projeto cita medicamentos para doenças raras e imunomediadas, que podem exigir tratamentos contínuos para controlar sintomas, reduzir a progressão da doença ou evitar complicações.

Entre os exemplos mencionados estão:

  • Artrite reumatoide;
  • Esclerose múltipla;
  • Doença de Crohn;
  • Artrite psoriásica;
  • Dermatite atópica.

A proposta não determina que qualquer medicamento utilizado para essas condições passe a ser automaticamente coberto pelos planos de saúde.

Quais serão os critérios para a cobertura?

O substitutivo aprovado pela Comissão de Saúde estabelece critérios para definir quais medicamentos para doenças raras poderão ser incluídos na cobertura obrigatória.

Entre as exigências estão:

  • Prescrição médica;
  • Registro sanitário e indicação terapêutica aprovada na bula pela autoridade federal responsável pela vigilância sanitária;
  • Cumprimento das Diretrizes de Utilização aplicáveis;
  • Inclusão do medicamento no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para a indicação terapêutica e a população correspondentes.

Segundo a relatora, esses critérios buscam trazer mais segurança jurídica e deixar mais claro quais tratamentos poderão ser cobrados dos planos no tratamento com medicamentos para doenças raras .

Por que o projeto foi aprovado?

A proposta considera que alguns medicamentos administrados em casa podem evitar ou reduzir a necessidade de tratamentos realizados em hospitais e clínicas.

Para os defensores do projeto, ampliar o acesso a essas opções pode facilitar o tratamento de pessoas com doenças crônicas, progressivas ou raras que precisam de acompanhamento contínuo.

A mudança, porém, depende da aprovação do projeto nas próximas etapas do processo legislativo.

O projeto já virou lei?

Ainda não. O PL 4973/25 tramita em caráter conclusivo e agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Depois, caso seja aprovado na Câmara, o texto ainda precisará passar pelo Senado Federal antes de seguir para eventual sanção e se transformar em lei.

Até que todo esse processo seja concluído, as regras atuais dos planos de saúde continuam valendo.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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