O Rocinha Sobre Rodas retomou os treinos no Complexo Esportivo da Rocinha para disputar o Campeonato Brasileiro de Power Soccer, marcado para novembro. A equipe de futebol em cadeira de rodas tem apoio do Instituto Abraço Social e usa a preparação para ampliar a presença de pessoas com deficiência no esporte adaptado.
A iniciativa ocorre em parceria com a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro, a Suderj, responsável pela administração do complexo esportivo. Segundo a organização, a rotina envolve atletas que utilizam cadeiras de rodas motorizadas e treinam fundamentos técnicos da modalidade.
“Estamos criando oportunidades onde antes havia barreiras. Ao retomar os treinos, mostramos que a deficiência não limita sonhos ou talentos”, afirmou Gustavo Lima, conhecido como Gugu, professor do Instituto Abraço Social.
Como o Rocinha Sobre Rodas se prepara para o Brasileiro
O Rocinha Sobre Rodas concentra os treinos em adaptação de movimento, controle da cadeira motorizada e trabalho coletivo. No Power Soccer, atletas com deficiência competem em cadeiras adaptadas, em uma dinâmica que exige posicionamento, precisão e estratégia.
Além disso, a participação no Brasileiro coloca a equipe da Rocinha em uma disputa nacional e aumenta a visibilidade de uma modalidade ainda pouco difundida no país. O projeto também funciona como espaço de convivência para atletas, familiares e profissionais envolvidos na rotina de treinos.
“O esporte é uma forma de expressão que transcende limitações físicas. Ele se torna um elo entre pessoas, uma forma de inclusão que transforma vidas”, declarou Vinicius Boaventura, presidente da Suderj.
O que muda com o Rocinha Sobre Rodas na comunidade
O Rocinha Sobre Rodas leva o paradesporto para dentro da maior favela do Brasil e amplia o acesso de pessoas com deficiência a uma prática estruturada. Para famílias e cuidadores, a retomada dos treinos também cria uma referência local de inclusão, acolhimento e rede de apoio.
No entanto, o projeto não elimina as barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência no acesso ao esporte, ao transporte e aos equipamentos públicos. A presença regular da equipe no complexo esportivo dá visibilidade a essas demandas e aproxima o tema das políticas públicas de acessibilidade.
A equipe segue treinando até o Campeonato Brasileiro de novembro. A orientação para interessados é buscar informações junto ao Instituto Abraço Social ou à Suderj sobre participação, agenda de treinos e critérios de acompanhamento no Complexo Esportivo da Rocinha.
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