O Arraiá Acessível reuniu, no domingo, 12 de julho, em Belo Horizonte, a apresentação da Quadrilha em Cadeira de Rodas, grupo formado por pessoas com deficiência que adapta passos juninos para cadeiras de rodas na sede da Associação Mais Acessível (AMA).
A quadrilha tem mais de 15 anos de história, surgiu na Associação Mineira de Paraplégicos e retomou as atividades no ano passado, após um hiato de cinco anos. A apresentação integrou a programação gratuita do evento, aberta ao público.
Segundo a coordenadora Rosana Bastos, atriz e educadora, a proposta é ampliar a presença de pessoas com deficiência em espaços culturais tradicionais. “As atividades reforçam o direito das pessoas com deficiência de ocuparem espaços na cultura mineira”, afirmou.
Como o Arraiá Acessível adapta a tradição junina
O Arraiá Acessível levou ao público uma quadrilha em que casais de dançarinos com paraplegia executam movimentos tradicionais com adaptações para as cadeiras de rodas. Os ensaios incluem a preparação dos passos e conversas sobre cultura popular.
Rosana afirmou que cada participante imprime características próprias à apresentação. “É incrível ver como cada um traz sua identidade para a dança”, disse a coordenadora.
Além da quadrilha, outros grupos locais participaram do evento. Dessa forma, a programação aproximou cultura popular, acessibilidade e convivência comunitária em um espaço voltado ao acolhimento de pessoas com deficiência e suas famílias.
A gratuidade também ampliou o acesso do público à apresentação. Para famílias, cuidadores e profissionais que acompanham pessoas com deficiência, eventos desse tipo ajudam a identificar espaços culturais mais preparados para receber diferentes formas de participação.
Próximos passos do Arraiá Acessível em Belo Horizonte
Após o Arraiá Acessível, a Quadrilha em Cadeira de Rodas se prepara para voltar à programação oficial do Arraial de Belô em 24 de julho, segundo a organização. O grupo já participou da festa, considerada uma das principais celebrações juninas de Minas Gerais.
A presença em uma programação pública amplia a visibilidade de pessoas com deficiência em eventos culturais de grande circulação. No entanto, o material de divulgação não informou detalhes sobre horário, local exato da apresentação no Arraial de Belô ou recursos de acessibilidade disponíveis ao público.
Rosana também relaciona a apresentação ao debate sobre participação social. “A dança não é só uma forma de entretenimento; é uma ferramenta de transformação social”, afirmou.
O Arraiá Acessível terminou com a apresentação da quadrilha na AMA. A próxima atividade informada para o grupo é a participação prevista no Arraial de Belô, em 24 de julho.
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