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Câmara aprova projeto que cria política nacional para transtornos do neurodesenvolvimento

Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento
Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento. Imagem: hiago Cristino/Câmara dos Deputados
🧠 Informação educativa
As informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem avaliação, diagnóstico ou tratamento por profissionais habilitados.

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4.225/2023, que cria a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento. A proposta reúne diretrizes para ampliar o acesso à saúde, à educação e à inclusão social de pessoas com condições como dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e outros transtornos de aprendizagem. O texto segue agora para análise do Senado Federal.

De autoria dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), o projeto foi aprovado na forma do substitutivo apresentado pela relatora, deputada Andreia Siqueira (PSB-PA). A parlamentar afirmou que a proposta fortalece políticas públicas voltadas à inclusão e amplia o acesso a direitos já previstos na legislação brasileira.

Projeto prevê adaptações e atendimento integrado para neurodesenvolvimento

Entre as medidas previstas está a garantia de adaptações para pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento na realização de provas escolares, concursos públicos, processos seletivos e outras avaliações. O objetivo é oferecer condições adequadas para que esses candidatos possam demonstrar seus conhecimentos em igualdade de oportunidades.

A proposta também estabelece diretrizes para o atendimento integrado nas áreas de saúde, educação e assistência social, incentivando o diagnóstico precoce, o acompanhamento multidisciplinar e ações voltadas à inclusão escolar e social. Além disso, prevê a capacitação de profissionais e o desenvolvimento de políticas públicas específicas para esse público.

Se o projeto for aprovado também pelo Senado e sancionado, a nova política passará a orientar ações em todo o país voltadas às pessoas diagnosticadas com transtornos do neurodesenvolvimento, buscando ampliar o acesso a serviços especializados e promover maior inclusão em diferentes áreas da sociedade.

Veja também:

O que muda na prática — e por que importa no Vale do Aço

Hoje, condições como TDAH e dislexia não têm a mesma equiparação automática à deficiência que o autismo recebe pela Lei 12.764/2012 — o reconhecimento depende de avaliação caso a caso. Uma política nacional específica pode padronizar o atendimento em saúde e educação e encurtar a espera por diagnóstico e apoio, inclusive nas redes de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo. Como o projeto ainda precisa passar pelo Senado, nada muda de imediato: vale acompanhar a tramitação antes de contar com novas garantias.

Leia também: Direitos do autista no trabalho: por que o TDAH é tratado de forma diferente e Autismo em adultos: sinais e avaliação.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissional de saúde habilitado, nem consulta às fontes jurídicas oficiais.

Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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