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Sintomas de TDAH: conheça os principais sinais do transtorno

Ilustração sobre os sintomas de TDAH — desatenção, inquietação e dificuldade de concentração no dia a dia
Sintomas de TDAH. Imagem: Pexels
🧠 Informação educativa
As informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem avaliação, diagnóstico ou tratamento por profissionais habilitados.

Os sintomas de TDAH costumam ser associados à dificuldade de prestar atenção e à hiperatividade, mas o transtorno vai muito além desses comportamentos. Crianças, adolescentes e adultos podem apresentar diferentes sinais, que variam conforme a apresentação do TDAH e a fase da vida.

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento associada a padrões persistentes de desatenção e/ou hiperatividade e impulsividade, que podem afetar a organização, a aprendizagem, o trabalho e a vida social. Para o diagnóstico, os sintomas devem persistir por pelo menos seis meses, ser incompatíveis com o nível de desenvolvimento, aparecer em mais de um contexto — como casa, escola ou trabalho — e causar prejuízo significativo na rotina. Alguns sinais precisam estar presentes antes dos 12 anos, e outras possíveis causas devem ser investigadas.

Embora seja comum esquecer compromissos ou perder o foco de vez em quando, isso não significa, necessariamente, que uma pessoa tenha TDAH. Entender quais são os principais sinais ajuda a identificar quando é o momento de buscar uma avaliação médica.

Quais são os sintomas de TDAH?

Os sintomas de TDAH são divididos em dois grupos principais: desatenção e hiperatividade/impulsividade. Algumas pessoas apresentam predomínio de sintomas de desatenção; outras, de hiperatividade e impulsividade; e outras apresentam uma combinação dos dois grupos.

Sintomas de desatenção

Quem apresenta predominância de desatenção pode ter dificuldade para manter o foco em tarefas e organizar a rotina. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Dificuldade para prestar atenção em detalhes;
  • Cometer erros por distração;
  • Dificuldade para manter a concentração por longos períodos;
  • Parecer não escutar quando alguém fala diretamente;
  • Ter dificuldade para seguir instruções e concluir tarefas, desviando-se ou abandonando etapas antes de terminá-las;
  • Dificuldade para organizar atividades;
  • Evitar tarefas que exigem esforço mental prolongado;
  • Perder objetos com frequência;
  • Esquecer compromissos e atividades do dia a dia;
  • distrair-se facilmente com estímulos externos.

Esses sintomas podem impactar o desempenho escolar, profissional e até mesmo os relacionamentos.

Sintomas de hiperatividade e impulsividade

Nem todas as pessoas com TDAH são hiperativas, mas quando esse padrão está presente, alguns comportamentos costumam chamar atenção.

Os principais incluem:

  • Inquietação constante, como mexer mãos ou pés repetidamente;
  • Dificuldade para permanecer sentado por muito tempo;
  • Sensação de estar sempre “a mil”;
  • Falar excessivamente;
  • Responder antes da pergunta terminar;
  • Dificuldade para esperar a própria vez;
  • Interromper conversas ou atividades de outras pessoas;
  • Agir sem pensar nas consequências.

Em adultos, a hiperatividade costuma ser menos evidente do que na infância. Em vez de correr ou subir em objetos, por exemplo, é comum haver uma sensação constante de inquietação ou dificuldade para relaxar.

Quais são os três principais comportamentos do TDAH?

Embora existam diversos sintomas, o TDAH costuma ser caracterizado por três grandes grupos de comportamentos.

1 – Desatenção

A pessoa tem dificuldade para manter o foco, organizar tarefas e concluir atividades. Também pode esquecer compromissos com frequência e perder objetos importantes.

2 – Hiperatividade

Está relacionada à necessidade constante de movimento ou à dificuldade para permanecer parado. Em crianças, costuma aparecer de forma mais evidente. Já nos adultos, pode se manifestar como inquietação interna.

3 – Impulsividade

A impulsividade leva a agir antes de pensar. Isso pode resultar em interrupções durante conversas, decisões precipitadas. Algumas pessoas também relatam dificuldade de regulação emocional, mas esse aspecto não é exclusivo do TDAH e deve ser avaliado no contexto clínico.

É importante lembrar que todas as pessoas podem apresentar esses comportamentos em determinados momentos. No TDAH, porém, eles são persistentes, começam ainda na infância e interferem significativamente na rotina.

O TDAH provoca “crises”?

“Crise de TDAH” não é um termo diagnóstico. Em períodos de estresse, privação de sono, excesso de estímulos ou aumento das demandas, algumas pessoas podem perceber uma intensificação temporária da desatenção, da inquietação ou da impulsividade.

Em situações de estresse, excesso de estímulos ou sobrecarga emocional, a pessoa pode apresentar:

  • Aumento da inquietação;
  • Dificuldade ainda maior para se concentrar;
  • Impulsividade mais intensa;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade para concluir tarefas.

Esses episódios variam de uma pessoa para outra e não significam que o transtorno tenha piorado permanentemente. Já a irritabilidade intensa, as explosões emocionais ou o sofrimento importante merecem avaliação profissional, pois podem ter outras causas e não devem ser atribuídos automaticamente ao TDAH.

O TDAH é grave?

O TDAH não é considerado uma doença degenerativa nem reduz a inteligência da pessoa. No entanto, quando não é identificado e tratado adequadamente, pode causar impactos importantes na vida escolar, profissional, familiar e social.

Entre as possíveis consequências estão baixo rendimento acadêmico, dificuldades no trabalho, problemas nos relacionamentos, baixa autoestima. O TDAH também pode coexistir com condições como ansiedade e depressão, que precisam ser identificadas e tratadas de forma específica.

A boa notícia é que, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria das pessoas consegue controlar os sintomas e ter uma boa qualidade de vida.

O que causa o TDAH?

As causas exatas do TDAH ainda não são totalmente conhecidas, mas estudos mostram que fatores genéticos têm um papel importante no desenvolvimento do transtorno.

Isso significa que pessoas com familiares diagnosticados apresentam maior probabilidade de desenvolver TDAH.

Além da herança genética, fatores como complicações durante a gestação, nascimento prematuro, baixo peso ao nascer e exposição ao álcool ou cigarro durante a gravidez podem aumentar o risco. No entanto, nenhum desses fatores, isoladamente, explica o surgimento do transtorno.

Também é importante destacar que o TDAH não é causado por falta de limites, uso de telas ou má educação, como ainda acreditam algumas pessoas.

Quando procurar ajuda médica?

É recomendável procurar avaliação médica quando os sintomas de TDAH persistem por vários meses e começam a prejudicar o desempenho escolar, profissional, os relacionamentos ou outras atividades do dia a dia.

O diagnóstico deve ser realizado por profissionais habilitados, como psiquiatra, neurologista, neuropediatra ou psicólogo especializado, com base na história clínica, entrevistas e critérios diagnósticos reconhecidos.

Evitar o autodiagnóstico é fundamental, já que outros transtornos e condições de saúde podem apresentar sintomas semelhantes.

Identificar os sintomas é o primeiro passo para o tratamento

Os sintomas de TDAH podem variar bastante entre crianças, adolescentes e adultos, mas costumam envolver dificuldades de atenção, impulsividade e hiperatividade em diferentes níveis.

Quando esses sinais são persistentes e comprometem a rotina, buscar uma avaliação profissional é essencial para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado.

Com acompanhamento especializado, estratégias comportamentais e, quando indicado, uso de medicamentos, pessoas com TDAH podem desenvolver seu potencial, melhorar a qualidade de vida e enfrentar os desafios do dia a dia com mais autonomia.

Com informações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, do Ministério da Saúde. Conteúdo de caráter informativo e educativo; não substitui a avaliação de um profissional de saúde habilitado.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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