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Anéis e relógios inteligentes: Anvisa alerta sobre uso para monitorar a saúde

Anéis e relógios inteligentes: Anvisa alerta sobre uso para monitorar a saúde
Anvisa alerta pra uso de anéis e relógios inteligentes para monitoramento da saúde. Imagem: Pexels
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

Os anéis e relógios inteligentes podem ajudar a acompanhar alguns indicadores relacionados à saúde, mas os resultados apresentados por esses dispositivos não devem ser usados para diagnosticar doenças, alterar medicamentos ou substituir exames médicos. O alerta foi feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A preocupação aumenta com a popularização de aparelhos que prometem medir diversos parâmetros do organismo. Segundo a agência, atualmente não existem smartwatches ou anéis inteligentes autorizados pela Anvisa para medir glicose de forma não invasiva ou realizar oximetria, por exemplo.

Anéis e relógios inteligentes substituem exames?

Não. Os dados exibidos pelos anéis e relógios inteligentes podem ser úteis para acompanhar tendências e indicadores no dia a dia, mas não devem ser considerados equivalentes a exames realizados em serviços de saúde.

A Anvisa orienta que essas informações não sejam utilizadas para:

  • Confirmar ou descartar uma doença;
  • Definir um diagnóstico;
  • Alterar medicamentos ou doses;
  • Decidir sobre um tratamento;
  • Substituir consultas e exames;
  • Tomar decisões médicas por conta própria.

Também é importante lembrar que um alerta emitido por anéis e relógios inteligentes não significa necessariamente que a pessoa esteja doente.

Da mesma forma, um resultado considerado normal pelo dispositivo não é suficiente para garantir que não exista nenhum problema de saúde.

Medições imprecisas de anéis e relógios inteligentes podem trazer riscos

A Anvisa chama atenção principalmente para situações em que o resultado do dispositivo pode influenciar uma decisão clínica.

Um exemplo é a glicemia. Uma medição incorreta poderia fazer uma pessoa utilizar uma quantidade inadequada de insulina, o que pode trazer consequências à saúde.

Por isso, mesmo quando anéis e relógios inteligentes apresentam uma informação relacionada à saúde, o resultado deve ser interpretado com cautela e, quando necessário, confirmado por métodos adequados.

Todo smartwatch precisa de registro na Anvisa?

Não.

Nem todos os anéis e relógios inteligentes são considerados dispositivos médicos. Equipamentos desenvolvidos apenas para atividades de bem-estar, esporte ou acompanhamento pessoal podem não precisar de regularização pela Anvisa.

Isso acontece, por exemplo, quando o aparelho monitora informações destinadas ao uso esportivo e não apresenta uma função de diagnóstico ou acompanhamento clínico.

A situação muda quando o dispositivo passa a medir parâmetros normalmente utilizados na área da saúde.

Quais funções exigem regularização?

Quando um equipamento é destinado a apoiar diagnósticos ou fornecer informações usadas para decisões clínicas, a regularização sanitária passa a ser obrigatória.

Entre as funções que podem exigir avaliação da Anvisa estão:

  • Medição da pressão arterial;
  • Oximetria;
  • Medição de glicemia;
  • Eletrocardiograma;
  • Identificação de alterações no ritmo cardíaco;
  • Alertas relacionados a possíveis doenças.

Antes de serem comercializados no Brasil com essas finalidades, os produtos precisam demonstrar que apresentam segurança e desempenho adequados.

Por isso, o fato de uma função ser apresentada pelo fabricante como algo voltado a esporte, lazer ou bem-estar não elimina necessariamente a necessidade de regularização.

O aplicativo também pode precisar de autorização

Outro ponto destacado pela Anvisa é que, em alguns casos, não é o relógio ou o anel em si que precisa ser regularizado, mas o aplicativo ou software responsável por interpretar os dados.

Isso acontece quando os sensores do dispositivo apenas coletam informações e o programa transforma esses dados em resultados com finalidade clínica.

Por exemplo, um aparelho pode captar sinais do corpo, enquanto um aplicativo faz os cálculos e apresenta uma informação relacionada à pressão, ao ritmo cardíaco ou a outro parâmetro de saúde.

Nesses casos, o software também pode estar sujeito à avaliação sanitária.

Como usar esses dispositivos com segurança?

Os anéis e relógios inteligentes podem ser usados como ferramentas de acompanhamento pessoal, mas os resultados devem ser vistos como informações complementares.

Caso o aparelho indique alguma alteração ou apresente um valor que preocupe o usuário, a recomendação é procurar um profissional de saúde em vez de tomar decisões com base apenas naquele resultado.

Também não é recomendado interromper ou modificar um medicamento porque o dispositivo apresentou uma leitura diferente do habitual.

A orientação da Anvisa reforça que a tecnologia pode ser uma aliada no acompanhamento do bem-estar, mas não substitui exames, diagnósticos e avaliação profissional quando o assunto é saúde.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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